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"Eu sou o
caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim." |
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O
CULTO NO ANTIGO TESTAMENTO SUA RELEVÂNCIA PARA OS CRISTÃOS Pastor
Ananias Cândido Diniz. I -
INTRODUÇÃO. A tipologia de Jesus no
livro de Levítico está nas cinco ofertas e nas Festas Judaicas do Lv. 23.
Ali, Deus, deu as instruções sobre o cerimonial de Levítico que representa
todos os detalhes da obra de Jesus Cristo na cruz. Levítico é dedicado à
adoração de Deus pelo povo resgatado, como se vê pela freqüente ocorrência
das palavras relacionadas com santidade e
sacrifício. As cinco ofertas são
descritas nos capítulos 1 a 7 e explicam tudo que foi realizado no
calvário. Não há nenhum livro do
Velho Testamento que nos faça melhor compreender o novo que o de Levítico.
Não há em toda a Bíblia nenhum livro que nos conduza mais diretamente à
cruz que o de Levítico. Ele é o “Evangelho do Velho Testamento”. Se quiser
perceber, do modo mais claro possível, a relação vital entre o velho e o
novo Testamento, estude esse livro. Se quiser adquirir um sentimento mais
profundo de horror ao pecado e entender a sua hediondez, estude Levítico.
Se desejar entender mais enfaticamente a necessidade da cruz, estude
Levítico. Se desejar adquirir uma apreciação mais profunda da santidade,
da misericórdia e da graça de Deus, então comece a estudar os fatos a
respeito das cinco ofertas. O livro começa com a
voz do Senhor chamando Moisés da Tenda da Congregação Lv 1.1. Todas as
ofertas foram ordenadas ainda que eram voluntárias. As cinco ofertas em
ordem: 1 – O Holocausto. Com
sangue, Lv 1.1-17 e 6.8-13. 2 – A Oferta de
Manjares. Sem sangue, Lv. 2.1-16 e 6.14-23. 3 – A Oferta Pacífica.
Com sangue, Lv. 3.1-17 e 7.11-34. 4 – A Oferta pelo
Pecado. Com sangue, Lv. 4.1-35. 5 – A oferta pela
Culpa. Com sangue, Lv 5.14-19. II -
INTERPRETAÇÃO. 1 – Cristo como
Holocausto. Lv 1.3, oferta queimada – Holocausto – A primeira oferta
descrita em Levítico é o Holocausto. O termo hebraico para Holocausto é
“Olah”, que significa “fazer subir”. Na vulgata aparece como
holocaustum. O sentido geral da
oferta é que ela subia para Deus como cheiro suave e era totalmente
queimada. Em primeiro lugar
tipificava Cristo oferecendo-se sem mácula a Deus tinha satisfação em
fazer a vontade do Seu Pai, ainda que na morte. Em segundo era um
sacrifício expiatório. O crente não teve este prazer na vontade de Deus. E
em terceiro foi substitutivo (v.4) porque Cristo o fez em lugar do
pecador. Em Levítico 1.3-5
observa-se: “sacrifício queimado” e “voluntário” para que fosse
aceito. As exigências de Deus
quanto aos animais que eram aceitos para os sacrifícios estão reiteradas
em Lv 22.18-20, 22, 24-25 e indicam que estes sacrifícios deveriam ser
fisicamente perfeitos. Os quatro tipos de animais tipificavam a obediência
perfeita de Cristo. São eles: a – O novilho – Tipo de
Cristo como servo paciente e sofredor (ver Hb 12.2,3). Obediente até a
morte (ver Is 53.1-7 e Atos 8.32-35). b – O cabrito – Tipo do
pecador (ver Mt 25.33, 41-46). Sacrificialmente, Cristo foi contado entre
os transgressores (ver. Is 53.12). Aquele que não conheceu pecado, Deus o
fez pecado por nós (II Co 5.21). O Santo de Deus foi feito “maldição” em
nosso lugar (Gl 3.13) quando foi pregado na cruz. c - As aves: rola e pomba – São
naturalmente símbolos da inocência (Is 38.14, 59.11, Mt 23.37, Hb 7.26). Estão associados com a pobreza em
Lv 5.7, 12.8 e falam dEle que por amor a nós se tornou pobre (Lc 9.58).
Esse caminho voluntário para a pobreza começou quando se esvaziou de Sua
glória pré-encarnada e terminou no sacrifício através do qual nos tornamos
ricos (II Co 8.9, Fp 2.6-8, Jô 17.5). Em Levítico 1.8-9, fala
das ofertas queimadas de aroma agradável. São assim chamadas porque
tipificam Cristo em Suas próprias perfeições e em Sua devoção afetuosa
para com a vontade do Pai. Estes graus de
sacrifício típicos testam a medida de nossa apropriação dos variados
aspectos do único sacrifício de Cristo na cruz. O cristão amadurecido vê o
Cristo crucificado em todos estes aspectos. 2 – Ofertas de Manjares
descritas em Lv 2.1-16, 6.14,23, Sl 16. Muitas são as
características dessas ofertas nos seus aspectos: a – Flor de Farinha.
Descreve a uniformidade e equilíbrio do caráter de Cristo. Para se obter
uma farinha de qualidade, era necessário um esmagamento do trigo. Isto faz lembrar o sofrimento de
Jesus na cruz. b – O fogo. Descreve a
prova de Seu sofrimento até a morte. c – O incenso. Descreve
a fragrância de Sua vida
diante de Deus. Em Ex 30.34 se observa também Sua pureza
infalível. d – A ausência de
fermento. Tem a ver com Sua atitude para com a verdade (Jo
14.6). e – A ausência de mel.
Tem a ver com a origem de Sua doçura. Esta não era natural. A natural pode
existir totalmente à parte da graça. f – O azeite misturado.
Simboliza Cristo nascido do Espírito Santo (Mt
1.18-23). g – O azeite por cima.
Simboliza o batismo com o Espírito Santo (Jô 1.1-32,
6.27). h – O forno. Simboliza
o sofrimento invisível de Cristo. Sua agonia interior (Mt 27.45,46, Hb
2.18). i – A assadeira. Tem a ver com os
Seus sofrimentos mais evidentes (Mt 27.27,31). j – O sal. Explicita a
pungência da verdade de Deus àquilo que impede a ação do fermento. O sal é
um elemento tão importante que além de preservar, simboliza a eterna e
incorrupta aliança com Deus. 3 – Ofertas Pacíficas.
Lv 3.1-17, 7.11-33 e Sl 85. Toda a obra de Cristo
em relação a paz do crente está aqui tipificada. Representa a oferta
pacífica – a comunhão com Deus. Cristo: a – Fez a paz (Cl
1.20) b – Proclamava a paz
(Ef 2.17). c – Ele é a paz do
cristão (Ef 2.14). Em Cristo, Deus e o pecador se encontram em paz.
Porque? Por que Deus é propício e o pecador é reconciliado. Ambos são
igualmente satisfeitos com o que Cristo fez. Tudo isto tem o preço de
sangue e fogo. Veja os detalhes dessa oferta. O termo “pacífico” traduzido
é “shelami” do verbo “shalom” e significa ser completo, estar em paz,
fazer paz. Por outro lado, podia reafirmar a comunhão com Deus. Era a
festa de comunhão daqueles que andavam em harmonia com o Senhor, com o
próximo. Eis os motivos da
oferta pacífica: ações de graça, votivas e
volutárias. O banquete, como ponto
alto da oferta, fala da comunhão, da paz, da harmonia. E o fato de se
comer desse banquete junto, tipifica a união entre Deus e o homem.
A oferta pacífica é
apresentada como alimento próprio dos sacerdotes (Lv 7.31-34). Observe que
é do peito (os afetos) e dos ombros (a força) que os cristãos como
sacerdotes (I Pe 2.9), se alimentam em comunhão com o Pai. Em Lv 7.11-13
inspira o cristão a apresentar uma oferta de gratidão a Deus (Rm
12.1). 4
– Oferta pelo Pecado. Lv 4.1-35. A oferta pelo pecado
simboliza Cristo sobrecarregado com o pecado do crente. Isto é Cristo
ocupando absolutamente no lugar do pecador. É a morte de Cristo conforme
vista em Is 53, Sl 22, Mt 26.28, I Pe 2.24. Ele
foi feito pecado pelo pecador. As ofertas pelo pecado
são expiatórias, substitutivas e eficazes, conforme Lv 4.12, 29, 35. A
oferta pelo pecado é queimada fora do arraial e tipifica o aspecto da
morte de Cristo. Passos do ritual do
sacrifício pelo pecado: a – Apresentação da
vítima. Conforme Lv 4.4, 14, 23, 28. É a decisão do
devedor. b – A imposição da mão.
Conforme Lv 4.4, 15, 24, 29 simboliza a confissão do
pecado. c – O ato de imolar o
animal. Conforme Lv 4.4, 15, 24, o pecador tem um
substituto. d – A apresentação do
sangue. Conforme Lv 4.4-7, 16-18, 25, o pecador é favorecido pelo
sangue. e – A gordura queimada
do animal. Tudo agora pertence a Deus (Rm 12.1). f – O tratamento da
carne do animal. Conforme Lv 4.11,12, significa vida limpa, santidade
completa (Rm 8.3). 5 – Oferta pela Culpa.
Tem em vista a injúria
que o pecado opera. Outrossim, a oferta pelo pecado tem em vista a culpa
do indivíduo. Aqui se considera a
dívida de cada ser humano por direito para com Deus conforme Lv 5.6 e Sl
51. Diferenças entre a
oferta de pecado e a oferta de culpa. O pecado, aqui,
significa condições de
impureza e fraqueza. Já a culpa, é um ato, uma dívida.
O pecado é a natureza
má. A culpa é o erro. O pecado torna o
pecador rejeitado por Deus pelo que é. A culpa pelo que ele faz (Is
41.24). Este é o valor do homem
para Deus, menor do que nada.
Por isso precisa da oferta de pecado, para se habilitar perante Deus. As
obras dos homens perante Deus nada valem. Por isso ele precisa da oferta
de culpa para pagar sua dívida. Por tudo isso, Deus fez
Jesus Cristo, Seu Filho,
pecado por nós. Ler Hb 9 e 10 e II Co 5.21. O Salmo 69 é o Salmo da
oferta de culpa. O valor da obra de
Cristo no calvário, cumpriu simbolicamente em todas as ofertas de
Levítico. RESUMO. a - No Holocausto,
havia quatro animais. O homem podia fazer a escolha. b - Na Pacífica. Era
gado miúdo; macho ou fêmea. c - Na oferta pelo
pecado era oferecido uma cabra, mas pela culpa, só um carneiro sem mancha.
Era requerido um carneiro. Uma oferta menor não tinha valor para esse tipo
de culpa. A palavra usada para
descrever este sacrifício, que é traduzida “oferta pela culpa” é “Asham” que significa culpa,
prejuízo, erro cometido ou ofensa. Boas intenções não
reparam erros. Concluindo este estudo
sobre as ofertas: a – Jesus é o
cumprimento do Holocausto. Ele se oferece voluntariamente ao
Pai. b – Jesus é o
cumprimento da Oferta de Manjares. Ele representa a perfeição de caráter e
humanidade. c – Jesus é o
cumprimento da Oferta Pacífica. Ele é a paz do crente realizada per meio
de Seu sangue. d – Jesus é o
cumprimento da Oferta do Pecado. Ele é o cordeiro sem mancha que tira o
pecado. e – Jesus é o
cumprimento da Oferta de Culpa. Ele derramou Seu sangue para dar o perdão
ao homem. -o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o- |